A dimensão emocional dos tratamentos de fertilidade
A componente física do tratamento de fertilidade recebe muitas vezes mais atenção, mas a dimensão emocional é igualmente importante.
A Dra. Giselda explica que o apoio psicológico faz parte da abordagem da Ferticentro.
A psicóloga especializada em fertilidade trabalha em estreita colaboração com os pacientes, ajudando-os a lidar com os desafios emocionais do tratamento, a desenvolver estratégias de adaptação e a sentirem-se acompanhados em todas as fases do processo.
Desafios emocionais mais comuns
Entre as preocupações mais frequentes relatadas pelos pacientes estão:
- Medo de o tratamento não resultar
- Impacto na relação do casal
- Dificuldade em lidar com a incerteza
- Pressão relacionada com o tempo
- Luto associado a perdas anteriores
- Ansiedade em relação ao uso de óvulos ou espermatozoides de um dador
Estas preocupações são normais. Um tratamento de fertilidade envolve esperança, frustração, períodos de espera e, muitas vezes, várias tentativas. Não tem de enfrentar este processo sem ajuda.
O apoio emocional é tão importante como o acompanhamento médico quando está a construir a sua família. Ter apoio psicológico profissional significa que não precisa de carregar todo o peso deste processo.
Manter a ligação no casal durante o tratamento
O tratamento de fertilidade pode colocar pressão mesmo nas relações mais fortes. O processo é longo, emocionalmente exigente e cheio de incerteza. É completamente natural que sinta alguma sobrecarga.
Formas práticas de manter a ligação no casal
A Dra. Giselda partilha algumas recomendações práticas para casais que estão a passar por este processo:
Crie uma rede de apoio. Os amigos, familiares, grupos de apoio ou um psicólogo podem fazer uma grande diferença. Falar com pessoas que compreendem ou que simplesmente sabem ouvir ajuda muito. Não precisa de explicar tudo a toda a gente, mas ter alguém a quem recorrer é importante.
Confie na equipa médica. “Tentar controlar todos os resultados possíveis apenas aumenta os níveis de stress”, explica a Dra. Giselda. “Confiar que está a ter acompanhamento por uma equipa experiente permite ao casal concentrar-se um no outro, em vez de ficar consumido pela pressão do processo.”
Sejam compreensivos um com o outro. “Estão no mesmo lado”, reforça. Escolham a empatia em vez da culpa. Façam pausas quando precisarem e criem momentos de alegria que não tenham nada a ver com fertilidade. Estes momentos não são extras, são essenciais.
Mantenham uma comunicação aberta. Pressupor o que o parceiro está a pensar ou a sentir pode criar distância. Falem regularmente um com o outro. Por vezes, a conversa será sobre o tratamento, outras vezes sobre qualquer outra coisa. Ambos são importantes.
Um tratamento de fertilidade pode transformar a relação. Com atenção e cuidado, pode fortalecer o casal em vez de o afastar.