Classificação embrionária e taxas de sucesso da FIV

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29 Mai 2026
Imagens microscópicas que mostram embriões a desenvolver-se até à fase de blastocisto durante a FIV.

Compreenda a classificação embrionária

Se está a fazer um tratamento de FIV, sabe que cada atualização do laboratório parece importante. Quando o embriologista liga para explicar como os seus embriões estão a evoluir, pode mencionar termos como classificação de blastocistos, tabela de classificação embrionária ou, por exemplo, referir um grau A.

É natural perguntar-se o que significam estes códigos. Conseguem prever o sucesso? Uma classificação mais elevada significa uma maior probabilidade de gravidez? E qual é o papel do teste PGT-A neste processo?

Na Ferticentro, sabemos o quão emocional esta fase pode ser. A nossa equipa acredita que a informação deve ajudar a sentir mais segurança, e não sobrecarga.

Neste artigo, explicamos o que significa a classificação embrionária, como se relaciona com as taxas de sucesso e porque desempenha um papel tão importante na FIV.

Como são criados os embriões na FIV

Antes de falarmos sobre a classificação embrionária, vale a pena perceber brevemente como os embriões se formam. Compreender este processo ajuda a tornar tudo mais claro.

Passo 1: Estimulação dos ovários

Durante a primeira fase da FIV, a medicação estimula os ovários a produzirem vários folículos (pequenos sacos cheios de líquido que contêm um óvulo imaturo). O objetivo é ajudar vários óvulos a amadurecerem ao mesmo tempo, em vez de apenas um, como acontece num ciclo natural. Durante esta fase, irá realizar ecografias e análises ao sangue regulares para que o médico possa acompanhar o crescimento dos folículos e os níveis hormonais.

Se quiser saber mais sobre a FIV, leia aqui o nosso Guia para Iniciantes.

Passo 2: Recolha dos óvulos

Quando os folículos atingem o tamanho adequado, o médico realiza um pequeno procedimento para recolher os óvulos. O procedimento demora, normalmente, cerca de 15 minutos e é realizado sob sedação ligeira. No laboratório, os embriologistas analisam o líquido de cada folículo, recolhem os óvulos e colocam-nos numa solução aquecida que reproduz as condições do corpo humano.

Passo 3: Fertilização

Existem duas principais formas de fertilizar os óvulos:

●      FIV convencional: a amostra de esperma é preparada e otimizada em laboratório para selecionar os espermatozoides mais fortes e com melhor mobilidade. Os óvulos são depois colocados, durante a noite, num meio de cultura especial com uma amostra de mais de 100 000 espermatozoides, para permitir a fertilização.

●      ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides): os embriologistas injetam um único espermatozoide, cuidadosamente selecionado, diretamente em cada óvulo maduro. Isto permite fertilizar os óvulos com sucesso mesmo quando a qualidade, quantidade ou mobilidade dos espermatozoides é muito reduzida.

Passo 4: Cultura e monitorização embrionária

Após a fertilização, os embriões desenvolvem-se em incubadoras especiais que controlam a temperatura, o oxigénio e a humidade. As incubadoras time-lapse modernas captam imagens contínuas de cada embrião, permitindo aos embriologistas acompanhar o desenvolvimento sem perturbar os embriões.

Passo 5: Monitorização dos embriões

Os embriologistas avaliam os embriões diariamente e descrevem-nos de acordo com a fase de desenvolvimento.

 

As diferentes fases do embrião ao longo dos dias

Dia 1: Zigoto

Surgem dois pequenos círculos (pronúcleos), indicando que o óvulo e o espermatozoide se uniram. Abaixo, pode ver uma imagem de um óvulo fertilizado no primeiro dia de desenvolvimento.

Imagem microscópica de um óvulo humano fertilizado no primeiro dia, mostrando dois pronúcleos no interior da célula antes de começar a dividir-se.

Dia 2: Clivagem

O embrião divide-se em duas a quatro células. Abaixo, pode ver uma imagem de um embrião humano no segundo dia de desenvolvimento, com várias células iniciais visíveis.

Imagem microscópica de um embrião humano no segundo dia de desenvolvimento, com várias células iniciais visíveis durante a fase de clivagem.

Dia 3: Clivagem

Nesta fase, o embrião tem cerca de oito células e os embriologistas avaliam o tamanho e a forma das células. Abaixo, pode ver uma imagem de um embrião humano no terceiro dia de desenvolvimento, com múltiplas células visíveis.

Imagem microscópica de um embrião humano no terceiro dia de desenvolvimento, com várias células agrupadas durante a fase inicial de desenvolvimento.

Dia 4: Mórula

As células compactam-se e formam uma estrutura densa.

Embrião no terceiro dia de desenvolvimento

Dia 5-6: Blastocisto

Forma-se uma cavidade cheia de líquido e surgem duas estruturas: a massa celular interna, que dará origem ao bebé, e o trofectoderma, que dará origem à placenta. Abaixo, pode ver uma imagem de um blastocisto humano no quinto ou sexto dia de desenvolvimento.

Imagem microscópica de um blastocisto humano no quinto dia de desenvolvimento, com uma cavidade cheia de líquido e um grupo denso de células numa das extremidades.

Quando um embrião atinge a fase de blastocisto, está pronto para ser avaliado através de um sistema de classificação de blastocistos (também conhecido como classificação embrionária).

 

O que significa a classificação embrionária

A classificação embrionária é a forma como os embriologistas registam aquilo que observam ao microscópio. Este processo ajuda a descrever o grau de desenvolvimento do embrião quando atinge a fase de blastocisto.

Pode imaginar esta classificação como um relatório detalhado da evolução do embrião. A classificação ajuda a decidir qual o embrião a transferir primeiro, congelar para utilização futura ou analisar geneticamente, mas não consegue garantir qual irá resultar numa gravidez.

 

Sistemas de classificação embrionária

Diferentes clínicas utilizam diferentes sistemas de classificação. O sistema de classificação de blastocistos de Gardner e Schoolcraft é o mais utilizado internacionalmente, enquanto a Ferticentro segue o sistema de classificação embrionária ASEBIR, utilizado em Espanha e Portugal.

Ambos os sistemas classificam os embriões com base numa avaliação detalhada de três fatores principais:

  • o aspeto da massa celular interna (as células que irão formar o bebé)
  • o desenvolvimento do trofectoderma (as células que irão formar a placenta), e
  • o grau de expansão do blastocisto.

 

Como são definidas as classificações ASEBIR

O sistema ASEBIR classifica os embriões de A a D com base numa avaliação detalhada de três fatores principais:

  1. Massa celular interna (MCI) – o grupo de células que dará origem ao bebé.
  2. Trofectoderma (TE) – a camada externa que dará origem à placenta.
  3. Expansão do blastocisto – o grau de expansão do embrião em preparação para a implantação.

Cada característica é classificada de A (melhor) a D (mais baixa).

Característica A B C D
Massa celular interna Grande e compacta Ligeiramente menor ou menos compacta Poucas células e aspeto irregular Muito poucas células ou sinais de degeneração
Trofectoderma Muitas células uniformes a formar uma camada definida Ligeiramente irregular Poucas células Camada muito fina ou com sinais de degeneração
Expansão do blastocisto Totalmente expandido, com afinamento da membrana Parcialmente expandido Expansão inicial Expansão mínima ou inexistente

Por exemplo, se um embrião for descrito como um blastocisto expandido com massa celular interna (MCI) classificada como A e trofectoderma (TE) classificado como B, no seu relatório verá a classificação A. Isto significa que o embrião se expandiu corretamente, que o grupo de células que dará origem ao bebé (MCI) apresenta um aspeto excelente e que a camada externa que dará origem à placenta (TE) também apresenta boa qualidade.

 

Sistema de classificação de blastocistos de Gardner: o que significam embriões 4AA, 5AA e 6AA

Muitas clínicas, sobretudo fora de Espanha e Portugal, utilizam um sistema numérico (o sistema de Gardner e Schoolcraft) para descrever a fase do blastocisto. Neste sistema, o número indica o grau de expansão do embrião, enquanto as duas letras descrevem a qualidade das suas principais estruturas:

  • O número refere-se à fase do blastocisto (expansão).
  • A primeira letra refere-se à massa celular interna (MCI) — o grupo de células que dará origem ao bebé.
  • A segunda letra refere-se ao trofectoderma (TE) — a camada externa de células que dará origem à placenta.

Eis o significado de algumas das classificações mais comuns:

  • Um embrião 4AA é um blastocisto totalmente expandido com massa celular interna e trofectoderma de excelente qualidade.
  • Um embrião 5AA é um blastocisto em eclosão, o que significa que está a começar a sair da sua membrana, mantendo uma excelente qualidade celular.
  • Um embrião 6AA é um blastocisto totalmente eclodido que já saiu completamente da membrana e apresenta excelente qualidade tanto na massa celular interna como no trofectoderma.

Nem todos os embriões terão classificações “AA”, o que é perfeitamente normal.

  • Um embrião 4AB, por exemplo, apresenta uma massa celular interna excelente, mas um trofectoderma ligeiramente menos compacto ou mais irregular.
  • Um embrião 4BB apresenta boa qualidade em ambas as estruturas. Pode não parecer perfeito ao microscópio, mas continua a ter um forte potencial de implantação e gravidez.
  • Mesmo embriões classificados como 4BC, 4CB ou 4CC podem resultar em bebés saudáveis, embora as taxas de implantação tendam a ser mais baixas.

O mais importante não é a perfeição ao microscópio, mas sim a capacidade do embrião continuar a desenvolver-se normalmente. Muitos bebés saudáveis nasceram de embriões classificados como “médios” ou até de “qualidade inferior”.

 

Quem classifica os embriões?

Embriologista num laboratório a observar embriões ao microscópio durante o processo de FIV.

Por detrás de cada sistema de classificação existe uma equipa de embriologistas altamente especializados que dedica a sua experiência à avaliação de cada embrião. Como explica o Dr. Bruno Barauna:

“Para que todos estes procedimentos sejam realizados de forma segura e eficaz, é essencial contar com uma equipa laboratorial altamente qualificada e experiente. Os embriologistas especializados são fundamentais para garantir uma classificação embrionária rigorosa, realizar biópsias em segurança quando indicado e integrar os resultados laboratoriais nas decisões clínicas de uma forma que realmente contribua para o sucesso dos pacientes.”

 

Na Ferticentro, combinamos esta experiência humana com tecnologia de ponta. Acreditamos profundamente na união entre a ciência e a inovação. Além da experiência dos nossos embriologistas, utilizamos um sistema de inteligência artificial que apoia as tomadas de decisão.

“Depois de o embriologista realizar a classificação, a ferramenta de IA atribui uma pontuação de 0 a 10 com base nos dados recolhidos ao longo de cinco dias de desenvolvimento embrionário. Isto ajuda-nos a selecionar o embrião com maior potencial de implantação, oferecendo aos pacientes a melhor probabilidade possível de sucesso.”

 

Esta abordagem garante que cada embrião seja avaliado duas vezes: primeiro por um embriologista experiente através do sistema ASEBIR e depois por um software de IA que analisa milhares de padrões de desenvolvimento. Em conjunto, tornam a seleção embrionária o mais objetiva e fiável possível.

 

Classificação embrionária e taxas de sucesso

A classificação embrionária fornece pistas importantes, mas não é uma ciência exata. Cada sistema de classificação avalia a qualidade de forma ligeiramente diferente.

O sistema de classificação de blastocistos de Gardner e Schoolcraft é o mais utilizado internacionalmente, enquanto a Ferticentro segue o sistema de classificação embrionária ASEBIR, utilizado em Espanha e Portugal. Ambos os sistemas procuram identificar os embriões com maior probabilidade de implantação.

Taxas de sucesso aproximadas com o sistema ASEBIR

O sistema de classificação embrionária ASEBIR, utilizado na Ferticentro, classifica os embriões de A a D com base em três características principais: a massa celular interna, o trofectoderma e o grau de expansão do blastocisto.

  • Grau A: morfologia excelente, células simétricas e elevado potencial.
  • Grau B: boa morfologia, com pequenas irregularidades, mas ainda com elevado potencial de implantação.
  • Grau C: qualidade moderada, com algumas irregularidades estruturais ou no desenvolvimento.
  • Grau D: qualidade inferior; a implantação continua a ser possível, embora menos provável.

A investigação mostra que as taxas de implantação no sistema ASEBIR seguem um padrão semelhante ao sistema de Gardner:

  • os graus A e B apresentam o maior potencial de gravidez,
  • os graus C também podem resultar em bebés saudáveis, e
  • os graus D apresentam taxas de implantação mais baixas, mas não são automaticamente excluídos.

Devido às baixas taxas de sucesso associadas aos embriões de grau D, na Ferticentro estes embriões não são criopreservados nem transferidos.

Taxas de implantação aproximadas utilizando o sistema ASEBIR:

ASEBIR Taxas de implantação aprox. O que significa para os pacientes
A 50%-65% Maior probabilidade de implantação
B 45-50% Potencial muito bom
C 35-40% Potencial moderado

Estes valores mostram tendências, não garantias. Muitas gravidezes bem-sucedidas resultam de embriões que pareciam “médios” ao microscópio.

Taxas de sucesso aproximadas com o sistema de Gardner

Os estudos que comparam classificações embrionárias e resultados de implantação mostram um padrão geral:

Classificação embrionária Taxa de implantação aprox. O que significa para os pacientes
4AA / 5AA 55 – 65 % Maior probabilidade de implantação
4AB / 5AB 45 – 55 % Potencial muito bom
4BB / 5BB 35 – 45 % Potencial moderado
Graus inferiores 20 – 30 % Continua a ser possível, nunca é zero

Estes valores mostram tendências, não garantias. Muitas gravidezes bem-sucedidas resultam de embriões que pareciam “médios” ao microscópio.

Outros fatores que influenciam as taxas de sucesso

O sucesso da gravidez também depende de vários outros fatores, como:

  • A idade da mulher e a qualidade dos óvulos – a qualidade dos óvulos diminui naturalmente com a idade, afetando o desenvolvimento embrionário.
  • A qualidade dos espermatozoides – a mobilidade, morfologia e integridade do ADN influenciam a fertilização e o desenvolvimento embrionário.
  • O ambiente uterino – um endométrio saudável e recetivo é essencial para a implantação.
  • O acaso – porque até o melhor embrião pode não implantar e a medicina não consegue explicar todos os resultados.

O que ambos os sistemas têm em comum é o facto de serem probabilísticos: estimam probabilidades, não resultados garantidos. Cada embrião é único e cada gravidez depende de muitos fatores que vão além do que é possível observar ao microscópio.

Como a classificação embrionária se baseia naquilo que os embriologistas conseguem observar ao microscópio, não revela a saúde genética do embrião.

Dois embriões podem parecer idênticos em termos de qualidade, mas um pode ser cromossomicamente normal e o outro não.

Por este motivo, muitos pacientes de FIV, especialmente pessoas com mais de 35 anos ou com historial de abortos espontâneos, optam por combinar a classificação morfológica com o PGT-A (teste genético pré-implantação para aneuploidias). Em conjunto, estas abordagens oferecem uma visão mais clara e completa sobre quais os embriões com maior probabilidade de resultar numa gravidez saudável.

Segundo o Dr. Bruno Barauna, Diretor de Qualidade Laboratorial e Embriologista da Ferticentro:

 

“Embora esta classificação não revele a saúde genética do embrião, fornece pistas valiosas sobre quais os embriões que podem ter maior probabilidade de serem cromossomicamente normais (euploides) e quais poderão ter melhor potencial de implantação. Naturalmente, como estamos a trabalhar com biologia humana, não existem garantias, tratam-se de probabilidades baseadas nos estudos científicos disponíveis até à data.”

 

Como a classificação embrionária funciona em conjunto com o PGT-A

O PGT-A (teste genético pré-implantação para aneuploidias) é um teste opcional que analisa algumas células da camada externa do embrião (o trofectoderma) para verificar se o embrião tem o número correto de cromossomas.

A classificação embrionária e o PGT-A avaliam dois aspetos diferentes da saúde embrionária. A classificação avalia o aspeto e o desenvolvimento do embrião, enquanto o PGT-A avalia a sua composição genética. O Dr. Bruno Barauna explica:

“De forma geral, os embriões com melhor qualidade morfológica tendem a ter maior probabilidade de serem euploides em comparação com embriões de qualidade inferior.”

 

O especialista acrescenta que se trata de probabilidades, e não de certezas:

“No entanto, isto não é uma garantia. Continua a tratar-se de uma questão de probabilidade.”

 

O Dr. Bruno Barauna acrescenta ainda que a idade também desempenha um papel fundamental nesta equação:

“Outro fator importante que influencia as taxas de euploidia é a idade dos ovócitos, diretamente relacionada com a qualidade dos óvulos. A qualidade dos óvulos diminui significativamente após os 35 anos e ainda mais depois dos 40.”

 

Por este motivo, a Ferticentro incentiva os pacientes a verem a classificação embrionária e o PGT-A como ferramentas complementares, e não concorrentes. O Dr. Bruno Barauna afirma:

“Embora a morfologia embrionária forneça informação valiosa, por si só não consegue determinar se um embrião é cromossomicamente normal. Por isso, o teste PGT-A pode ser uma ferramenta complementar importante, mesmo para embriões que parecem menos ideais ao microscópio, já que ainda podem ser euploides.”

 

Em termos simples, a classificação mostra o aspeto e o desenvolvimento do embrião, enquanto o PGT-A revela se possui o material genético correto. Quando utilizados em conjunto, oferecem a visão mais completa do potencial embrionário.

 

O que acontece depois da classificação embrionária

Especialista em fertilidade a reunir-se com um casal para discutir os próximos passos após a classificação embrionária.

Depois da classificação embrionária, a equipa médica discute consigo os próximos passos. As opções podem incluir:

  • Transferência de embriões frescos – normalmente realizada no dia 5 ou 6.
  • Congelação (vitrificação) – os embriões são armazenados para ciclos futuros.
  • Teste PGT-A – neste caso, os embriões também são congelados. É recolhida uma pequena amostra de células do trofectoderma (a camada que dará origem à placenta) para análise genética, enquanto os próprios embriões são criopreservados. Quando os resultados ficam disponíveis, um embrião cromossomicamente normal (euploide) pode ser descongelado e transferido num ciclo posterior. Para mais informações, leia aqui o nosso guia sobre rastreio embrionário.

Independentemente da opção escolhida, o médico irá explicar os motivos, os possíveis resultados e o apoio disponível em cada fase.

 

Perguntas frequentes

A classificação embrionária é importante?

Sim. A classificação embrionária fornece informações importantes sobre o potencial de implantação. No entanto, mesmo embriões com classificações mais baixas podem resultar em bebés saudáveis, por isso nunca deve ser vista como uma garantia.

A classificação embrionária é importante num embrião euploide?

Sim, continua a ser importante. Um embrião euploide (cromossomicamente normal) pode apresentar diferentes características ao microscópio. A morfologia ajuda a prever qual o embrião euploide com maior probabilidade de implantação no útero.

A classificação embrionária é importante com um PGT-A?

Sim. O PGT-A fornece informação genética, enquanto a classificação fornece informação visual e sobre o desenvolvimento embrionário. Em conjunto, ajudam os médicos a decidir qual o embrião a transferir primeiro.

Como são classificados os embriões?

Os embriologistas observam o blastocisto através de um microscópio de alta resolução. Avaliam três aspetos: a massa celular interna (que dará origem ao bebé), o trofectoderma (que dará origem à placenta) e o grau de expansão. Cada característica é classificada de A a D.

Como funciona a classificação embrionária?

Trata-se de um processo de observação detalhado. Os embriologistas utilizam diretrizes internacionais, como o sistema ASEBIR, para descrever a qualidade embrionária de forma clara e consistente.

Quais são as classificações embrionárias?

As classificações vão de A (melhor qualidade) até D (qualidade inferior). Muitas clínicas também utilizam classificações como 4AA ou 5AA para indicar o grau de expansão e qualidade.

O que significa o número na classificação embrionária?

O número indica o grau de expansão do blastocisto:

  • 1 = blastocisto inicial
  • 2 = blastocisto
  • 3 = blastocisto completo
  • 4 = blastocisto expandido
  • 5 = blastocisto em eclosão
  • 6 = blastocisto eclodido

As letras descrevem a qualidade da massa celular interna e do trofectoderma.

Quando é que os embriões são classificados?

Os embriões são classificados normalmente no dia 5 ou 6 após a fertilização, quando atingem o estádio de blastocisto. Algumas clínicas também registam observações das fases iniciais nos dias 2 e 3.

O que é um embrião 4AA?

Um embrião 4AA é um blastocisto totalmente expandido com massa celular interna e trofectoderma de excelente qualidade. É considerado uma das classificações com maior potencial.

O que é um embrião 5AA?

Um embrião 5AA está a começar a sair da sua membrana e apresenta excelente qualidade celular. É frequentemente escolhido em primeiro lugar para transferência ou congelação.

Um embrião com classificação inferior pode resultar num bebé?

Sim. Muitas gravidezes resultam de embriões classificados como C ou D. A classificação indica probabilidades, não determina resultados.

A classificação embrionária consegue prever um aborto espontâneo?

Não. O risco de aborto espontâneo depende sobretudo da saúde genética do embrião e de fatores maternos. O PGT-A fornece mais informação sobre alterações cromossómicas.

O que acontece se nenhum dos embriões chegar à fase de blastocisto?

Pode ser uma situação difícil e frustrante, mas isso não significa que não consiga engravidar. O médico irá rever a estimulação ovárica, a qualidade dos óvulos e as condições laboratoriais para ajustar o próximo ciclo.

Os embriões criopreservados têm taxas de sucesso mais baixas?

Atualmente, não. Com as técnicas modernas de vitrificação, os embriões congelados apresentam praticamente as mesmas taxas de sucesso que os embriões frescos após a descongelação.

A idade influencia a classificação embrionária?

Sim. A qualidade dos óvulos diminui com a idade, tornando mais frequente a existência de embriões com estruturas celulares irregulares ou desenvolvimento mais lento após os 35 anos.

A inteligência artificial está a substituir os embriologistas?

Não. A inteligência artificial ajuda os embriologistas através da análise de padrões demasiado subtis para o olho humano, mas as decisões finais continuam sempre a ser tomadas por especialistas.

 

Contacte a Ferticentro para saber mais sobre classificação embrionária e FIV

Na Ferticentro, cada embrião é cuidadosamente avaliado com recurso aos métodos laboratoriais mais avançados e ao apoio de décadas de experiência clínica. Quer esteja a preparar-se para o seu primeiro ciclo de FIV ou a considerar realizar o teste PGT-A, a nossa equipa irá explicar cada etapa de forma clara para que possa tomar decisões informadas e seguras.

Contacte ainda hoje a nossa equipa para saber mais sobre a classificação embrionária, PGT-A e as opções de tratamento personalizadas disponíveis para si.