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20.02.2018
Publicado por: Ferticentro

Porque é tão difícil engravidar?

Embora não existam estatísticas específicas para Portugal, vários estudos referem que nos países ocidentais a infertilidade afecta um em cada sete casais em idade reprodutiva, o que corresponderá a cerca de 14% da população.

Em termos clínicos, considera-se um casal infértil quando não se conseguiu gravidez após um ano de relações sexuais desprotegidas e regulares. No entanto, nos casos em que a mulher tem mais de 35 anos, este período baixa para 6 meses. Se é esse o seu caso, está provavelmente na hora de consultar um especialista no tratamento da infertilidade. O problema pode ser devido quer a factores relacionados com o homem, quer com a mulher, quer a uma combinação de ambas as situações.

 

Porque não conseguimos engravidar?

A infertilidade tende a ser considerada como um problema da mulher, mas na verdade apenas uma parte dos casos é devida a causas exclusivamente femininas. O problema também pode ser devido ao homem e as situações de “infertilidade inexplicada” são também responsáveis por uma parte significativa dos diagnósticos de infertilidade.

 

Causas de infertilidade

Na Mulher os principais factores são:

- ausência de ovulação; insuficiente produção de progesterona a partir do corpo amarelo;
- obstrução ou lesão das trompas de Falópio (que transportam os ovócitos do ovário para o útero), o que pode impedir quer os espermatozóides de alcançar e fertilizar o ovócito, quer um embrião de completar o seu percurso até ao útero;
- problemas ao nível do endométrio, que impossibilitam a adequada implantação do embrião;
- pode não existir uma quantidade suficiente de muco no colo do útero, ou este ser de má qualidade;
- pode existir incompatibilidade entre o muco e os espermatozóides.

 

No Homem as principais causas de infertilidade são:

- má qualidade do esperma;
- espermatozóides em número insuficiente;
- espermatozóides com problemas de motilidade;
-  espermatozóides com morfologia anormal;
- problemas sexuais, tais como disfunção eréctil (não conseguir uma erecção) ou dificuldades na ejaculação;
- bloqueio ou malformação dos túbulos que transportam o esperma.
 

 

 

Mulher | Problemas subjacentes

- Uma cirurgia anterior (por exemplo, para tratar uma apendicite) pode ter originado aderências, que bloqueiam as trompas de Falópio;
- Infecções prévias, tais como doenças sexualmente transmissíveis (infecção por Chlamydia), podem danificar as trompas de Falópio e impedir que os espermatozóides alcancem o ovócito;
- O Síndroma dos Ovários Poliquísticos, que é causado por um desequilíbrio hormonal, é a principal causa de anovulação (inexistência de ovulação). Os sintomas normalmente consistem na existência de menstruações fortes, irregulares ou ausentes, aumento de peso, acne e cabelo demasiado oleoso;
- A endometriose também pode provocar danos nos ovários e trompas de Falópio. Nestas situações ocorre crescimento de tecido semelhante ao endométrio noutros locais, o que provoca inflamação e dor, entre outros sintomas;
- Doenças como diabetes, epilepsia ou problemas ao nível da tiróide podem afectar a fertilidade das mulheres;
- Problemas ginecológicos, como a existência de uma gravidez ectópica anterior;
-Quer a obesidade, quer um peso demasiado baixo podem afectar o funcionamento dos ovários. Por vezes, basta uma redução de 10% no peso de mulheres obesas para que se note a diferença.

 

Homem | Problemas subjacentes

- História clínica de inflamação nos testículos (orquite). Este tipo de situações pode ser causada por um vírus - como por exemplo o da papeira - que pode afectar a produção de espermatozóides, ou por uma infecção bacteriana prévia que pode danificar ou até bloquear os túbulos testiculares;
- Nos casos de homens que foram submetidos a cirurgia para tratamento de uma hérnia ou que têm testículos que torceram ou não desceram também podem ocorrer danos nos túbulos ou problemas em assegurar um adequado afluxo sanguíneo aos testículos;
- Ejaculação retrógada, em que o esperma é expelido no sentido contrário ao habitual, isto é, para o interior da bexiga. Este problema pode ser causado por problemas como a diabetes, consumo de alguns medicamentos ou ser consequência de uma cirurgia ao tracto urinário;
- Problemas genéticos podem também estar na origem de várias anomalias no esperma;
- A quimioterapia, radioterapia ou o consumo de alguns medicamentos também pode prejudicar a produção de espermatozóides.

 

 

 

Breve história do tratamento da infertilidade

A infertilidade é definida pela OMS como a incapacidade de um casal conceber após um período de um ano de relações sexuais desprotegidas e regulares.Actualmente, este período de tempo é mais reduzido no caso dos casais em que a mulher tem uma idade igual ou superior a 35 anos (nestas situações recomenda-se a consulta após 6 meses de tentativas) ou nas situações em que há uma causa de infertilidade óbvia e que não justifica que um casal perca mais tempo em tentativas que não têm qualquer hipótese de sucesso.
A infertilidade afecta cerca de 14% da população na maior parte dos países e entre estes casais só uma pequena proporção terá uma esterilidade definitiva, o que representa 3-5% dos casais em idade reprodutiva.

O nascimento da primeira criança por uma técnica de reprodução medicamente assistida (fecundação “in vitro” – FIV) em Inglaterra, em 1978, foi o resultado de um longo processo de evolução da medicina em todo o mundo, desde épocas em que um filho era um produto do acaso, até à situação actual, em que o nascimento de um bebé está perto do controlo total. Actualmente, as técnicas de Medicina da Reprodução permitem o tratamento de quase todas as causas de esterilidade conjugal e possibilitaram já o nascimento de mais de três milhões de crianças em todo o mundo.Embora existam preocupações sobre possíveis perigos, é óbvio que não haverá paragem do progresso e dos avanços científicos neste campo. As taxas de gravidez clínica - com todas as técnicas existentes - situam-se nos 30%.

Durante os últimos 20 anos, a FIV foi muito importante e relativamente eficaz no tratamento de esterilidade de causa tubar de longa duração, na esterilidade idiopática e em algumas situações de esterilidade por factor masculino, embora com resultados piores em relação aos doentes com parâmetros espermáticos normais. A ausência de fecundação em FIV convencional ocorre em cerca de um terço dos ciclos nos casais com esterilidade por factor masculino. Consequentemente, alguns dos casais em que o número de espermatozóides móveis e normais é inferior a 1 milhão passaram a ser excluídos dos programas de FIV.

Após o primeiro êxito da FIV, as técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) sofreram uma enorme evolução, nomeadamente ao nível da modificação dos protocolos de estimulação da ovulação.

Inicialmente considerava-se que somente o ciclo natural poderia permitir a fecundação de um ovócito (ou óvulo).

Com o aparecimento posterior da hiperestimulação controlada da ovulação com gonadotrofinas menopáusicas humanas (hormonas envolvidas no processo de reprodução e que eram utilizadas em medicamentos para o tratamento da infertilidade), deu-se um grande passo no campo da PMA: obtinham-se mais ovócitos para a fecundação e mais embriões para transferir em cada tentativa realizada, o que aumentou a taxa de gravidez. Porém, a incidência do síndroma de hiperestimulação ovárica, a elevada frequência de gravidezes múltiplas e as preocupações com o possível aumento de risco de cancro do ovário em consequência dos tratamentos, conduziram a programas terapêuticos mais suaves e mais eficazes.

O aparecimento de tratamentos menos agressivos e mais eficazes, a síntese das gonadotrofinas recombinantes (hormonas produzidas em laboratório e semelhantes às que existem normalmente no organismo) e a introdução dos agonistas e antagonistas da GnRh permitiram obviar algumas destas situações e neste momento os protocolos de estimulação ovárica são muito mais seguros e eficazes.

As técnicas clássicas de PMA diferentes da FIV, nomeadamente a inseminação intra-uterina intra conjugal (IIU), continuam a ser utilizadas nas situações em que estão indicadas e os seus resultados melhoraram com os novos protocolos de estimulação.

O surgimento de novas tecnologias permitiu ainda reduzir significativamente o número de casos com indicação para inseminação com esperma de dador (IAD).

Contudo, estas técnicas não resolviam todas as situações de esterilidade masculina, impondo-se o desenvolvimento de métodos que ajudassem a ultrapassar esta barreira: as técnicas ditas convencionais eram limitadas, pois requeriam um número adequado de espermatozóides com morfologia e mobilidade com critérios bem estabelecidos e uma interacção normal entre os gâmetas (ovócito e espermatozóide).

Ao longo dos anos assistiu-se a uma evolução dos procedimentos da reprodução assistida de modo a tornar possível ultrapassar as barreiras que impediam a fecundação, nomeadamente a zona pelúcida. Conseguiram-se fecundações de ovócitos, gravidezes a termo com crianças nascidas após dissecção parcial da zona (PZD) e por inseminação sub-zonal (SUZI).

Em 1992 surgiram os primeiros nascimentos obtidos por uma nova técnica, a microinjecção de um único espermatozóide no ovócito (ICSI – intracytoplasmic sperm injection), desenvolvida por uma equipa de Bruxelas e que revolucionou o tratamento da esterilidade masculina. A generalização da utilização deste novo método fez com que aumentassem as taxas de fecundação e clivagem embrionária, passando-se a obter um maior número de embriões, com melhores taxas de implantação e consequentemente taxas de gravidez evolutiva muito mais elevadas.

Como se pode verificar, os tratamentos de PMA da actualidade são procedimentos complexos, baseados na maioria das vezes em descobertas relativamente recentes da medicina. Enquanto há um século atrás o tratamento médico e a avaliação dos casais inférteis consistia apenas na alteração do estilo de vida e hábitos sexuais do casal, bem como num exame pélvico para detectar eventuais alterações anatómicas susceptíveis de afectar o transporte dos gâmetas ao longo do tracto reprodutivo feminino, actualmente a realidade é bem diferente!

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