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As taxas de sucesso
 
A probabilidade de sucesso de um tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) depende fundamentalmente do tipo de problemas que afecta cada casal. A fertilidade diminui com a idade quer no homem, quer na mulher. No entanto, se a infertilidade for devida a uma causa bem identificada, que possa ser tratada e não existirem mais problemas gerais de saúde, o tratamento tem boas probabilidades de sucesso.
 
 

As situações em que as taxas de sucesso dos tratamentos são menores são:

> Quando os casais já começaram as suas tentativas de tratamento da infertilidade há mais de três anos;

> Quando a causa da infertilidade é desconhecida

> Idade materna avançada.

Além disso, não nos devemos esquecer que, numa situação normal de um casal que não tenha problemas de infertilidade, a probabilidade de se conseguir engravidar em cada ciclo menstrual é de 20 a 30%.

A idade

A idade da mulher é um dos factores mais importantes para determinar a taxa de sucesso dos tratamentos e, por razões de custo-efectividade dos tratamentos, os centros públicos recusam o acesso aos tratamentos de FIV e ICSI a casais em que a mulher tenha mais de 40 anos.

Na Ferticentro não se recusam tratamentos com base em critérios não médicos, éticos ou legais. Ao longo dos anos de funcionamento da nossa clínica já ajudámos várias dezenas de casais em que a mulher tem mais de 40 anos a terem filhos, com taxas de sucesso muito aceitáveis e estamos naturalmente dispostos a continuar a trabalhar da mesma forma nos casos em que há uma possibilidade real para o casal. No entanto, é importante que os casais que iniciam tratamento tenham a noção de que os ovócitos humanos têm melhores condições de fertilização quando as mulheres são mais jovens e que a sua qualidade vai diminuindo à medida que a idade avança.

Nos registos nacionais de PMA relativos aos anos de 2000 a 2007 é possível observar a evolução das taxas de gravidez em função da idade das mulheres:


Gráfico apresentado pelo Dr. Vladimiro Silva, responsável pelo Laboratório de PMA da Ferticentro, nas XXVII Jornadas de Estudos da Reprodução, organizadas pela Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução em Maio de 2010.


Como interpretar as taxas de sucesso

A principal questão que todos os casais colocam quando iniciam um tratamento de Procriação Medicamente Assistida é, naturalmente, “será que vamos conseguir ter um filho?”.

Infelizmente, esta é uma pergunta a que ninguém pode responder com toda a certeza. No entanto, as percentagens de sucesso dos tratamentos podem ajudar a dar uma ideia das probabilidades de sucesso para cada casal.

Contudo, é importante que se tenha a noção da enorme dificuldade que existe em analisar as taxas de sucesso de cada centro de tratamento de PMA: uma clínica que trate mulheres mais velhas e com situações de infertilidade mais complicadas terá inevitavelmente menores taxas que uma que trate predominantemente mulheres jovens ou com problemas de mais fácil resolução.

É também importante que se defina adequadamente a forma de medir o sucesso dos tratamentos. Na Ferticentro praticamos uma política de clareza e divulgamos os resultados dos nossos tratamentos de acordo com critérios internacionalmente aceites, em que todas as referências a “gravidez” dizem respeito a situações de gravidez clínica, confirmada ecograficamente (pois por vezes há casos em que a gravidez bioquímica, detectada através de análises ao sangue, não evolui para a formação de uma criança).

Alguns números

Nas literatura científica internacional existem múltiplas referências a diferentes formas de interpretar o sucesso dos tratamentos de PMA.

No registo da ESHRE (European Society for Human Reproduction and Embriology) mais recentemente publicado (Janeiro de 2009, respeitante ao ano de 2005 e incluindo dados de 30 países em que se realizaram 418.111 ciclos de tratamento), observaram-se as seguintes percentagens globais de gravidez por transferência de embriões:

> FIV: 30,3%

> ICSI: 30,9%

> Transferência de embriões criopreservados: 19,6%

No caso da IIU com esperma do marido verificou-se uma percentagem de gravidez de 12,6% para mulheres com menos de 40 anos e de 7,4% para mulheres com idade superior a 40 anos.

Na Ferticentro as percentagens globais de gravidez por transferência de embriões observadas em 2009 foram:

> FIV: 43%

> ICSI: 42% 

> ICSI após biópsia testicular: 57%

> Transferência de embriões criopreservados: 18,0%

No caso da IIU verificou-se uma percentagem global de gravidez de 27,5% (para todos os ciclos, com esperma do marido ou de dador).

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