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Ser dador de óvulos
 
No caso dos casais em que uma das causas da infertilidade está relacionada com a perda de funcionalidade dos ovários da mulher (devido, por exemplo, à idade, ao facto desta ter passado por um tratamento de quimioterapia ou radioterapia ou sofrer de um problema de menopausa precoce, entre outros factores), nas situações relacionadas com certas doenças genéticas ou nos casos em que os ovócitos da mulher não são viáveis, existe indicação para que o tratamento da infertilidade seja feito com recurso a doação de ovócitos (óvulos).
 
 
 

No programa de doação de ovócitos da Ferticentro, os ovócitos são doados de uma forma voluntária e altruísta por mulheres jovens, que foram sujeitas a uma série de exames prévios, de modo a assegurar a máxima segurança no processo. 

Doar óvulos na Ferticentro é um acto nobre e simultaneamente é um processo seguro, que não tem qualquer efeito sobre a fertilidade futura das dadoras e que permite ajudar a concretizar o sonho de muitos casais que de outra forma não teriam qualquer possibilidade de virem a ser pais. 

A lei portuguesa determina que a doação de ovócitos seja um processo voluntário, de carácter benévolo, em que as dadoras recebem uma compensação económica de 628,83€, destinada ao reembolso das despesas efectuadas ou dos prejuízos directa e imediatamente resultantes da dádiva, nos termos fixados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, de acordo com o previsto no nº3 do Artigo 22 da Lei 12/2009, de 26 de Março.

Em Portugal os tratamentos de Procriação Medicamente Assistida são regulados pelo Conselho Nacional de PMA (http://www.cnpma.org.pt/) e a Ferticentro é uma das clínicas licenciadas para fazer este tipo de procedimentos.

Para poder doar os seus ovócitos na Ferticentro existe um conjunto de pré-requisitos que deverá cumprir:

> Ter entre 20 e 34 anos;

> Ter a possibilidade de comparecer na clínica com regularidade no período de duração do tratamento;

> Ser saudável, sem história de doenças de transmissão sexual, doenças genéticas ou outras.

Na Ferticentro as dadoras são sujeitas a um processo de avaliação das condições físicas e psicológicas para poderem doar os seus ovócitos.

Para poderem doar os seus ovócitos, as dadoras serão sujeitas a um tratamento de estimulação ovárica, durante o qual tomarão medicamentos injectáveis e farão algumas ecografias e análises clínicas. Este processo culminará na punção folicular para recolha dos óvulos a partir dos ovários.

A doação de ovócitos decorre sob total anonimato e as dadoras não terão qualquer responsabilidade sobre as crianças que nascerem. Ao longo da vida, cada mulher pode fazer três ciclos com doação de ovócitos, com pelo menos 6 meses de intervalo entre cada um.

Se pretender obter mais informações sobre a doação de ovócitos poderá vir directamente à Ferticentro, ligar-nos para o número 800 101 004, escrever para info@ferticentro.pt ou enviar-nos o seu contacto telefónico para que sejamos nós a ligar-lhe. Todos estes contactos serão feitos sem qualquer compromisso e com total garantia de confidencialidade.

Antes de iniciarem o programa de doação de ovócitos as dadoras deverão vir pelo menos duas vezes à Ferticentro:

Dia 1:
inicia-se com uma entrevista, na qual as dadoras responderão a questões relacionadas com a sua história clínica de doenças e em que será explicado de uma forma mais detalhada todo o processo de doação. No mesmo dia a candidata a dadora recolherá sangue para fazer um conjunto de análises clínicas indispensáveis ao processo. Estas análises servem para despistar eventuais infecções (pelos vírus da SIDA ou hepatite B e C, por exemplo), doenças genéticas ou problemas de fertilidade e destinam-se a assegurar que todo o processo decorre com a máxima segurança, quer para a dadora, quer para o casal receptor dos ovócitos.

Dia 2:
Logo que nos cheguem os resultados das análises, a dadora será chamada para uma consulta de ginecologia com ecografia. Se estiver tudo bem e não existirem quaisquer complicações sob o ponto de vista médico, a candidata a dadora passará por uma consulta de aconselhamento e avaliação psicológica, que servirá  também para esclarecer eventuais dúvidas.

É neste dia que se programará o início do tratamento e se explicarão todos os detalhes relativos ao modo de proceder.


Início de tratamento: ler mais

O tratamento inicia-se ao terceiro dia do ciclo menstrual e é nessa altura que se começam a tomar os medicamentos necessários ao processo de estimulação ovárica. Nesta fase do tratamento, que dura cerca de 12 dias, a dadora terá que vir à Ferticentro algumas vezes fazer consultas, ecografias e análises clínicas, pois só desta forma é possível garantir que tudo corre da melhor forma e com a máxima qualidade e segurança.

Após a estimulação ovárica é feita a recolha dos ovócitos, sob sedação (anestesia geral que dura cerca de 15 minutos). No final deste processo a dadora repousará na clínica durante 2 a 3 horas, até que os médicos lhe dêem alta. Ou seja, este procedimento não obriga a internamento, tendo as dadoras apenas que passar algumas horas na clínica. Há um conjunto de cuidados que as dadoras devem ter após a punção de ovócitos (repouso, não conduzir ou trabalhar com máquinas), que serão explicados mais detalhadamente na consulta médica.

Dúvidas mais comuns: ler mais

> Quais as razões que fazem com que uma mulher opte por doar os seus ovócitos?

Doar ovócitos é um acto de altruísmo, que ajuda a realizar o sonho de casais que de outra forma nunca poderiam ter filhos.

> Em que situações é que está indicado o tratamento com doação de ovócitos?

Há um conjunto de circunstâncias em que, por razões médicas, não é possível o tratamento da mulher infértil com os seus próprios ovócitos. As causas mais comuns são:
> Falência ovárica primária (menopausa natural ou precoce);
> Remoção cirúrgica dos ovários;
> Falência ovárica após tratamentos de quimioterapia ou radioterapia;
> Disgenesia das gónadas;
> Falha repetida de tratamentos de FIV/ICSI com ovócitos próprios;
> Idade da mulher >45 anos;
> Reserva ovárica significativamente diminuída;
> Doenças hereditárias (doenças ligadas ao cromossoma X, síndrome de Turner, doenças autossómicas recessivas, translocações cromossómicas) – embora em alguns destes casos se deva considerar também a possibilidade de recurso a Diagnóstico Genético Pré-Implantação.

> O facto de doar ovócitos pode fazer com que eu mais tarde não possa ter filhos?

Não. As mulheres nascem com cerca de 400 mil ovócitos. A partir da puberdade, a cada 28 dias (no caso das mulheres com ciclos regulares), um desses ovócitos amadurece e, se não for fecundado, é eliminado na menstruação. Nos nossos tratamentos habitualmente obtemos 5 a 8 ovócitos, pelo que a capacidade das dadoras virem a ter filhos próprios no futuro não é posta em causa.

> Até que idade posso fazer tratamento com ovócitos de dadora?

Embora não exista um limite formal na lei portuguesa, na Ferticentro não fazemos tratamentos a mulheres com idade superior a 50 anos. No entanto, antes de se iniciar um processo de doação de ovócitos é feita uma rigorosa avaliação das condições obstétricas para a realização dos tratamentos, isto é, só são feitos tratamentos nas situações em que a mulher tem condições físicas para suportar a gravidez.

> Quais são os efeitos secundários do processo de doação de ovócitos?

Em situações raras, a estimulação dos ovários pode desencadear uma resposta excessiva, dando origem à designada “síndrome de hiperestimulação ovárica”, que, em certas circunstâncias, pode atingir uma intensidade que obrigue a um tratamento específico em regime de internamento. Na Ferticentro estamos especialmente atentos a este problema e existem um conjunto de procedimentos médicos e administrativos que se destinam a salvaguardar qualquer complicação. Sempre que se detectam riscos de complicações a este nível os tratamentos são cancelados, de modo a garantir a segurança da saúde das dadoras.

> Posso conhecer a identidade do casal receptor ou das crianças nascidas?

Não. A lei portuguesa determina que a  doação seja feita em regime de anonimato, isto é, nem o casal receptor nem as crianças eventualmente nascidas como resultado da dádiva poderão ter acesso a qualquer dado identificativo da dadora, excepto “por razões ponderosas reconhecidas por sentença judicial” (n.º 4 do artigo 15.º da Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho).

> Eu habitualmente tomo a pílula contraceptiva. Posso doar ovócitos?

Sim. No entanto, durante o tratamento a toma da pílula terá que ser interrompida. Os nossos ginecologistas darão à dadora toda a informação sobre o momento em que deve parar de tomar a pílula e quando é que a poderá retomar.

> Que documentos ou contratos é que preciso de assinar?

É obrigatória a assinatura do modelo de consentimento informado criado pelo Conselho Nacional de PMA para a doação de ovócitos e que se encontra disponível para download no site do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva da Direcção-Geral da Saúde (http://www.saudereprodutiva.dgs.pt/).

> Se eu doar os meus óvulos, terei algum custo com o processo?

Não. Todos os custos do processo serão da responsabilidade da Ferticentro. 
A lei portuguesa determina que a doação de ovócitos seja um processo voluntário, de carácter benévolo, em que as dadoras recebem uma compensação económica de 628,83€, destinada ao reembolso das despesas efectuadas ou dos prejuízos directa e imediatamente resultantes da dádiva, nos termos fixados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, de acordo com o previsto no nº3 do Artigo 22 da Lei 12/2009, de 26 de Março.

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