A IIU pode ser realizada em ciclos estimulados (em que a mulher toma medicamentos indutores da ovulação) e em ciclos naturais ou não estimulados. Nos ciclos não estimulados, a IIU faz-se entre o 12º e o 15º dias do ciclo menstrual (em que o primeiro é o dia em que aparece o fluxo menstrual). Pode ser necessária a realização de análises ao sangue e/ou ecografias para ajudar a determinar o momento em que ocorre a ovulação. Nos casos em que é necessária a administração de medicamentos indutores da ovulação, o desenvolvimento dos ovócitos é controlado através da realização periódica de ecografias. Quando o ovócito atinge o nível de amadurecimento adequado, é administrada uma injecção que ajuda à sua libertação do ovário. Nestes casos, a inseminação deve ser feita 36 a 40 horas mais tarde. Para o procedimento de inseminação, o ginecologista utiliza um espéculo e introduz no útero um cateter (tubo pequeno e flexível) carregado com espermatozóides previamente seleccionados e tratados. Trata-se de um processo rápido, que envolve poucos minutos. Depois da inseminação a mulher deve repousar durante um breve período e faz a sua vida normal. Quando o esperma utilizado na IIU é do companheiro, normalmente é recolhido no próprio dia da inseminação. Nos casos em que não é possível a recolha no próprio dia, o esperma pode ser previamente congelado, sendo a descongelação realizada no dia da inseminação. Nas situações em que se utiliza esperma de dador, a descongelação é igualmente feita no próprio dia. Só é possível fazer a IIU se o esperma apresentar parâmetros normais ou pouco alterados de concentração, mobilidade e morfologia dos espermatozóides.
Se o esperma do homem e as trompas da mulher não tiverem problemas graves, a generalidade dos estudos internacionais refere probabilidades de sucesso de cerca de 15% por ciclo de IIU. Em 2009, na Ferticentro, verificaram-se taxas de gravidez clínica confirmada ecograficamente entre 16,1% e 29,6% para os ciclos de IIU realizados, dependendo da causa de infertilidade, com uma taxa global de 27,5%.
As indicações para IIU são:
> Problemas de ejaculação (anatómicos, psicológicos ou de origem nervosa)
> Alterações do esperma (variações em relação aos valores normais de concentração ou mobilidade)
> Situações em que os espermatozóides são imobilizados pelo muco cervical da mulher (que por vezes é demasiado espesso)
> Casos em que o organismo da mulher produz anticorpos que destroem os espermatozóides
> Infertilidade inexplicada
A IIU também é utilizada nos casos em que é necessário recorrer a esperma de dador. Nestas situações, o esperma utilizado na Ferticentro é proveniente dadores seleccionados pela nossa clínica, ou então de bancos de esperma estrangeiros certificados, com excelentes e rigorosos métodos de controlo de qualidade. O dador é sempre anónimo e é referenciado por um código. O esperma é doado gratuitamente, cabendo aos casais apenas o pagamento das despesas laboratoriais que envolvem a sua recolha, manutenção e tratamento. Todo o processo decorre com plena garantia de confidencialidade e consentimento informado dos casais em relação a todos os passos. Pode saber mais sobre tratamentos com doação de esperma aqui.
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