Na Ferticentro os tratamentos com doação de esperma são feitos nos casos em que
o elemento masculino do casal não tem espermatozóides (ou estes têm má qualidade
previamente documentada) ou existe o risco de transmissão de doenças genéticas à
descendência.
Nestas situações a selecção dos dadores é feita tendo em consideração aspectos relacionados
com as características físicas do casal receptor (etnia, grupo sanguíneo, altura,
cor da pele, cor dos olhos e cor do cabelo).
A Ferticentro trabalha com dadores recrutados na nossa clínica e também com amostras
provenientes de bancos de esperma internacionais, devidamente licenciados e que
actuam segundo as mais rigorosas normas de boa prática médica, segurança e qualidade.
A avaliação dos dadores obedece a critérios definidos pelo Conselho Nacional de
PMA, para além das recomendações internacionais de boa prática médica e abrange
aspectos como a ausência de história pessoal e familiar de doenças hereditárias,
a ausência de história pessoal de doenças infecciosas transmissíveis, testes de
rastreio obrigatórios e idade não superior a 45 anos.
A lei portuguesa determina que a doação de gâmetas é um processo voluntário, de
carácter benévolo e não remunerado, embora os dadores possam receber uma compensação
estritamente limitada ao reembolso das despesas efectuadas ou dos prejuízos directa
e imediatamente resultantes da dádiva, nos termos do art. 9.º da Lei n.º 12/93,
de 22 de Abril, com a redacção que foi dada pela Lei n.º 22/2007, de 29 de Junho.
Em Portugal os tratamentos de Procriação Medicamente Assistida são regulados pelo
Conselho Nacional de PMA, pelo que é possível a obtenção de mais informações sobre
os aspectos legais associados à doação de esperma em http://www.cnpma.org.pt/.
A IIU é um tratamento de infertilidade de primeira linha, relativamente simples
e com provas dadas, que pode ser usado desde que as trompas da mulher estejam saudáveis.
Consiste na deposição de espermatozóides no interior da cavidade uterina, por meio
de um catéter apropriado. Deve ser feita no momento da ovulação (libertação de um
ovócito pelo ovário), de modo a aumentar a probabilidade de ocorrer fecundação.
Para provocar a ovulação, é necessário que a mulher seja tratada com medicamentos
estimuladores da ovulação - os protocolos de tratamento utilizados na Ferticentro
são variáveis e adaptados ao caso concreto de cada casal -, sendo que na maior parte
das mulheres o tratamento é feito essencialmente com medicamentos administrados
por via oral.
A IIU pode ser realizada em ciclos estimulados (em que a mulher toma medicamentos
indutores da ovulação) e em ciclos naturais ou não estimulados.
Nos ciclos não estimulados, a IIU faz-se entre o 12º e o 15º dias do ciclo menstrual
(em que o primeiro é o dia em que aparece o fluxo menstrual). Pode ser necessária
a realização de análises ao sangue para ajudar a determinar o momento em que ocorre
a ovulação.
Nos casos em que é necessária a administração de medicamentos indutores da ovulação,
o desenvolvimento dos ovócitos é controlado através da realização periódica de ecografias.
Quando o ovócito atinge o nível de amadurecimento adequado, é administrada uma injecção
que ajuda à sua libertação do ovário. Nestes casos, a inseminação deve ser feita
36 a 40 horas mais tarde. É muito importante que os casais respeitem as horas indicadas
pelo ginecologista para administração das várias injecções, pois um erro a este
nível pode pôr em causa todo o processo de tratamento.
Para o procedimento de inseminação, o ginecologista utiliza um espéculo e introduz
no útero um cateter (tubo pequeno e flexível) carregado com espermatozóides previamente
seleccionados. Trata-se de um processo rápido, que envolve poucos minutos.
No dia da inseminação, o esperma é tratado no nosso laboratório, de modo a seleccionar
os espermatozóides com maior qualidade e capacidade de fecundação.
Depois da inseminação a mulher deve repousar durante um breve período e seguidamente
pode fazer a sua vida normal. A partir da meia-noite do dia da IIU a mulher começa
a aplicar 2 comprimidos de Utrogestan por via vaginal, de 8 em 8 horas, pelo menos
até ao dia do teste de gravidez.
As indicações para IIU com doação de esperma são:
> Azoospermia (ausência de espermatozóides
no ejaculado)
> Situações graves de má qualidade do esperma
(devidamente documentadas)
> Risco de transmissão de doenças à descendência
Se o esperma do homem e as trompas da mulher não tiverem problemas graves, a generalidade
dos registos internacionais refere probabilidades de sucesso de cerca de 15% por
ciclo de IIU com doação de esperma.
Em 2008 e 2009, na Ferticentro, verificou-se uma taxa de de gravidez clínica (confirmada
ecograficamente) de 26%.
|
|
Tal como qualquer outro tratamento médico, a IIU com doação de esperma pode provocar
reacções adversas.
Embora nos tratamentos realizados na Ferticentro os casais sejam acompanhados de
perto pelo médico assistente (que estará sempre contactável via telemóvel) e todos
os procedimentos sejam realizados de acordo com as mais rigorosas normas de segurança
internacionais, é importante que os casais tenham conhecimento da possibilidade
de existirem situações menos agradáveis que, embora raras, também fazem parte da
prática da Medicina.
As reacções adversas aos medicamentos utilizados nos ciclos de IIU com doação de
esperma não são muito habituais e quando surgem têm normalmente um carácter moderado
e passageiro. As mais frequentes são calores, irritabilidade, cansaço e dores de
cabeça. Normalmente passam ao fim de pouco tempo e não constituem motivo para alarme.
No caso de agravamento ou persistência dos sintomas, recomendamos que entre em contacto
com o médico da Ferticentro que acompanha o seu tratamento.
|
|
|
|