Horário
Informações e Marcação de Consultas: Todos os dias da semana, das 9:30 às 12:45 e das 13:45 às 19:00.
No caso dos casais em que uma das causas da infertilidade está relacionada com a perda de funcionalidade dos ovários (devido, por exemplo, à idade ou a menopausa precoce), nas situações relacionadas com certas doenças genéticas ou nos casos em que os ovócitos da mulher não são viáveis, existe indicação para que o tratamento da infertilidade seja feito com recurso a doação de ovócitos (óvulos).
No programa de doação de ovócitos da Ferticentro, os ovócitos são doados de uma forma voluntária e altruísta por mulheres jovens, que foram sujeitas a uma série de exames prévios, de modo a assegurar a máxima segurança no processo.
A lei portuguesa determina que a doação de ovócitos seja um processo voluntário, de carácter benévolo, em que as dadoras recebem uma compensação económica apenas destinada ao reembolso das despesas efectuadas ou dos prejuízos directa e imediatamente resultantes da dádiva, nos termos do art. 9.º da Lei n.º 12/93, de 22 de Abril, com a redacção que foi dada pela Lei n.º 22/2007, de 29 de Junho.
Em Portugal os tratamentos de Procriação Medicamente Assistida são regulados pelo Conselho Nacional de PMA (http://www.cnpma.org.pt/).
Para poder doar os seus ovócitos na Ferticentro existe um conjunto de pré-requisitos que deverá cumprir:
- Ter entre 20 e 34 anos;
- Ter a possibilidade de comparecer na clínica com regularidade no período de duração do tratamento;
- Ser saudável, sem história de doenças de transmissão sexual, doenças genéticas ou outras.
Na Ferticentro as dadoras são sujeitas a um processo de avaliação das condições físicas e psicológicas para poderem doar os seus ovócitos.
Para poderem doar os seus ovócitos, as dadoras serão sujeitas a um tratamento de estimulação ovárica, durante o qual tomarão medicamentos injectáveis e farão algumas ecografias e análises clínicas. Este processo culminará na punção folicular para recolha dos óvulos a partir dos ovários.
A doação de ovócitos decorre sob total anonimato e as dadoras não terão qualquer responsabilidade sobre as crianças que nascerem. Ao longo da vida, cada mulher pode fazer três ciclos com doação de ovócitos, com pelo menos 6 meses de intervalo entre cada um.
Se pretender obter mais informações sobre a doação de ovócitos poderá vir directamente à Ferticentro, ligar-nos para o número 239497280, escrever para info@ferticentro.pt ou enviar-nos o seu contacto telefónico para que sejamos nós a ligar-lhe. Todos estes contactos serão feitos sem qualquer compromisso e com total garantia de confidencialidade.
Antes de iniciarem o programa de doação de ovócitos as dadoras deverão vir pelo menos duas vezes à Ferticentro:
Dia 1:
inicia-se com uma entrevista, na qual as dadoras responderão a questões relacionadas com a sua história clínica de doenças e em que será explicado de uma forma mais detalhada todo o processo de doação. No mesmo dia a candidata a dadora recolherá sangue para fazer um conjunto de análises clínicas indispensáveis ao processo. Estas análises servem para despistar eventuais infecções (pelos vírus da SIDA ou hepatite B e C, por exemplo), doenças genéticas ou problemas de fertilidade e destinam-se a assegurar que todo o processo decorre com a máxima segurança, quer para a dadora, quer para o casal receptor dos ovócitos.
Dia 2:
Logo que nos cheguem os resultados das análises, a dadora será chamada para uma consulta de ginecologia com ecografia. Se estiver tudo bem e não existirem quaisquer complicações sob o ponto de vista médico, a candidata a dadora passará por uma consulta de aconselhamento e avaliação psicológica, que servirá também para esclarecer eventuais dúvidas.
É neste dia que se programará o início do tratamento e se explicarão todos os detalhes relativos ao modo de proceder.
Início de tratamento:
O tratamento inicia-se ao terceiro dia do ciclo menstrual e é nessa altura que se começam a tomar os medicamentos necessários ao processo de estimulação ovárica. Nesta fase do tratamento, que dura cerca de 12 dias, a dadora terá que vir à Ferticentro algumas vezes fazer consultas, ecografias e análises clínicas, pois só desta forma é possível garantir que tudo corre da melhor forma e com a máxima qualidade e segurança.
Após a estimulação ovárica é feita a recolha dos ovócitos, sob sedação (anestesia geral que dura cerca de 15 minutos). No final deste processo a dadora repousará na clínica durante 2 a 3 horas, até que os médicos lhe dêem alta. Ou seja, este procedimento não obriga a internamento, tendo as dadoras apenas que passar algumas horas na clínica. Há um conjunto de cuidados que as dadoras devem ter após a punção de ovócitos (repouso, não conduzir ou trabalhar com máquinas), que serão explicados mais detalhadamente na consulta médica.
Dúvidas mais comuns:
- Quais as razões que fazem com que uma mulher opte por doar os seus ovócitos?
Doar ovócitos é um acto de altruísmo, que ajuda a realizar o sonho de casais que de outra forma nunca poderiam ter filhos.
- Em que situações é que está indicado o tratamento com doação de ovócitos?
Há um conjunto de circunstâncias em que, por razões médicas, não é possível o tratamento da mulher infértil com os seus próprios ovócitos. As causas mais comuns são:
- Falência ovárica primária (menopausa natural ou precoce);
- Remoção cirúrgica dos ovários;
- Falência ovárica após tratamentos de quimioterapia ou radioterapia;
- Disgenesia das gónadas;
- Falha repetida de tratamentos de FIV/ICSI com ovócitos próprios;
- Idade da mulher >45 anos;
- Reserva ovárica significativamente diminuída;
- Doenças hereditárias (doenças ligadas ao cromossoma X, síndrome de Turner, doenças autossómicas recessivas, translocações cromossómicas) – embora em alguns destes casos se deva considerar também a possibilidade de recurso a Diagnóstico Genético Pré-Implantação.
- O facto de doar ovócitos pode fazer com que eu mais tarde não possa ter filhos?
Não. As mulheres nascem com cerca de 400 mil ovócitos. A partir da puberdade, a cada 28 dias (no caso das mulheres com ciclos regulares), um desses ovócitos amadurece e, se não for fecundado, é eliminado na menstruação. Nos nossos tratamentos habitualmente obtemos 5 a 8 ovócitos, pelo que a capacidade das dadoras virem a ter filhos próprios no futuro não é posta em causa.
- Até que idade posso fazer tratamento com ovócitos de dadora?
Embora não exista um limite formal na lei portuguesa, na Ferticentro não fazemos tratamentos a mulheres com idade superior a 50 anos. No entanto, antes de se iniciar um processo de doação de ovócitos é feita uma rigorosa avaliação das condições obstétricas para a realização dos tratamentos, isto é, só são feitos tratamentos nas situações em que a mulher tem condições físicas para suportar a gravidez.
- Quais são os efeitos secundários do processo de doação de ovócitos?
Em situações raras, a estimulação dos ovários pode desencadear uma resposta excessiva, dando origem à designada “síndrome de hiperestimulação ovárica”, que, em certas circunstâncias, pode atingir uma intensidade que obrigue a um
tratamento específico em regime de internamento. Na Ferticentro estamos especialmente atentos a este problema e existem um conjunto de procedimentos médicos e administrativos que se destinam a salvaguardar qualquer complicação. Sempre que se detectam riscos de complicações a este nível os tratamentos são cancelados, de modo a garantir a segurança da saúde das dadoras.
- Posso conhecer a identidade do casal receptor ou das crianças nascidas?
Não. A lei portuguesa determina que a doação seja feita em regime de anonimato, isto é, nem o casal receptor nem as crianças eventualmente nascidas como resultado da dádiva poderão ter acesso a qualquer dado identificativo da dadora, excepto “por razões ponderosas reconhecidas por sentença judicial” (n.º 4 do artigo 15.º da Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho).
- Eu habitualmente tomo a pílula contraceptiva. Posso doar ovócitos?
Sim. No entanto, durante o tratamento a toma da pílula terá que ser interrompida. Os nossos ginecologistas darão à dadora toda a informação sobre o momento em que deve parar de tomar a pílula e quando é que a poderá retomar.
- Que documentos ou contratos é que preciso de assinar?
É obrigatória a assinatura do modelo de consentimento informado criado pelo Conselho Nacional de PMA para a doação de ovócitos e que se encontra disponível para download no site do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva da Direcção-Geral da Saúde (http://www.saudereprodutiva.dgs.pt/).
- Terei algum custo com o processo de doação de ovócitos?
Não. Todos os custos do processo serão da responsabilidade da Ferticentro.
A lei portuguesa determina que a doação de ovócitos seja um processo voluntário, de carácter benévolo, em que as dadoras recebem uma compensação económica apenas destinada ao reembolso das despesas efectuadas ou dos prejuízos directa e imediatamente resultantes da dádiva, nos termos do art. 9.º da Lei n.º 12/93, de 22 de Abril, com a redacção que foi dada pela Lei n.º 22/2007, de 29 de Junho.